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11/08/2013

Valorizar o trabalhador é investir no desenvolvimento

Autor: Jorge Luiz Oliveira de Almeida

O maior patrimônio de uma empresa são as pessoas. São elas que pensam, desenvolvem soluções e inovam. Por isso, a Indústria da Construção tem focado em ações voltadas para a capacitação, valorização e melhora da qualidade de vida do trabalhador. Com o objetivo de instituir um marco para lembrar e reforçar todas as ações desenvolvidas durante o ano em prol do desenvolvimento econômico e social dos trabalhadores do setor, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) definiu o terceiro sábado do mês de agosto como o Dia Nacional da Indústria da Construção Social (DNCS).

Desde o início dessa empreitada, em 2007, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o seu braço social, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Seconci-MG), e o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) vêm atuando de forma conjunta para estruturar o evento comemorativo em Minas Gerais.

O DNCS 2013 será comemorado em 17 de agosto e tem como tema Educação para a Vida: pequenos gestos para construir uma grande cidade. Será um dia de confraternização, quando operários e seus familiares poderão interagir e praticar diversas atividades recreativas, esportivas e culturais, além de terem à disposição serviços nas áreas de saúde e cidadania.

O sucesso da iniciativa é corroborado pelos números da edição de 2012, quando foram oferecidos cerca de 57 mil atendimentos no evento realizado em Minas Gerais. Em todo o Brasil, o número de atendimentos foi de quase 500 mil. Isso demonstra a importância do papel da Indústria da Construção, que aumenta ainda mais a sua contribuição para a sociedade brasileira e promove verdadeiras transformações na vida de milhares de famílias.

O Dia Nacional da Indústria da Construção Social é um momento em que o setor vem reafirmar a sua disposição em investir na capacitação, qualificação e educação de seus trabalhadores. Isso possibilita uma ascensão social e melhora da qualidade de vida, refletindo também no desempenho profissional.
O maior grau de instrução dos operários reflete em resultados concretos, como a redução dos desperdícios e criação de técnicas e procedimentos inovadores. É, efetivamente, o aprimoramento das práticas responsáveis e sustentáveis na Indústria da Construção.

Essa postura mais assertiva por parte dos empresários e gestores foi percebida pelo mercado e pela sociedade. Nos últimos anos, a Construção passou a atrair um grande número de pessoas que viram no setor uma oportunidade de fazer carreira. Não por coincidência, operários estão se qualificando com vistas às oportunidades de ascensão dentro das construtoras.

Os números divulgados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, confirmam esse movimento. Em Minas Gerais, no ano de 2001, os grupos de trabalhadores formais que tinham ensino fundamental completo, ensino médio incompleto e ensino médio completo representavam 35,77% da massa de trabalhadores do setor no Estado. Em 2011, dado mais recente, esse percentual saltou para a 59,02%. Ou seja, a maioria está alfabetiza. Destaque para a fatia de trabalhadores com ensino médio completo, que passou de 12,22% para 30,65% no mesmo período.

Esses indicadores desmontaram um pouco do poder de transformação social da nossa Indústria. Construir bases sólidas para a qualidade de vida do trabalhador e crescimento da cadeia produtiva é uma marca do setor da Construção Civil.

*Jorge Luiz Oliveira de Almeida é vice-presidente de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

**Publicado em 11/08/2013 no jornal Estado de Minas - BH (Lugar Certo)