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Workshop Caminhos para implantar projetos com eficácia

Fonte: FIEMG

A FIEMG, por meio de sua Câmara de Obras Industriais da FIEMG, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), realizou, no dia 4 de outubro, o evento Caminhos para implantar projetos com eficácia. O encontro teve como intuito apresentar as atividades do Colegiado da FIEMG, o plano de investimentos das empresas associadas ao IBRAM e debater a relevância das práticas relacionadas ao conceito Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG), dentre outros.  

“A Câmara de Obras Industriais da FIEMG reúne empresas que atuam no seguimento de obras industriais e desenvolve um trabalho voltado para o intercâmbio institucional”, explicou Ilso José de Oliveira, presidente da Câmara, pontuando que a missão do colegiado é promover, fortalecer e aprimorar a integração e o intercâmbio institucional entre contratantes e contratados dos seguimentos de obras industriais e coorporativas.  

Segundo Oliveira, o setor de obras industriais, apesar das adversidades geradas pela pandemia da Covid-19, vem conseguindo dar prosseguimento aos contratos. Em 2020, a construção foi o setor que mais gerou novos postos de trabalho formais no país, sendo que em 2021, registrou 2.481.800 empregos com carteiras de trabalho assinadas. “Atualmente, o setor da construção representa 5% do PIB brasileiro, sendo que o seguimento de obras industriais representa 1/3 do PIB da construção”, afirmou reforçando que, em 2020, o seguimento atingiu cerca de R$85 bilhões em obras executadas. “O segmento é um gerador de empregos por excelência, sendo estes formais em sua totalidade. Anualmente, as empresas de obras industriais empregam em torno de 850 mil operários nos canteiros de todo o país”.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, também participou do evento e destacou que a indústria nacional cresceu 1,8%, sendo que a indústria mineira cresceu 4,4%. “Temos um conjunto de empresas que é muito competente e gerador de empregos. Operar em Minas Gerais é uma vantagem estratégica”, afirmou.  

Plano de investimento do setor de mineração do IBRAM foi apresentado por Flávio Penido, presidente da instituição. Fundada em 1976, o IBRAM é uma organização privada que representa a indústria mineral no país. Segundo Penido, o setor mineral ocupa 0,6% de todo o território nacional, o PIB da indústria de mineração é de 1,4%, que representa 16,8% do PIB industrial. São 18.040 minas e unidades produtoras no país.  

A projeção de investimento para o quinquênio 2021 a 2025 é de US$38 bilhões, sendo que, pelo menos, 81 municípios contemplados com projetos de mineração. Minas Gerais irá receber o investimento de US$13, para o desenvolvimento de ações em 28 cidades, o que representa 35% dos investimentos do IBRAM. “O investimento no setor mineral é de longo prazo, pois a mineração é um processo demorado”, explicou convidando os participantes para a ExposIbram 2021, que será realizada de 5 a 7 de outubro. Saiba mais em https://ibram.org.br/evento/exposibram-2021/ 

O tema Novos Requisitos Para Projetos ESG foi apresentado por Pedro Lins, consultor, mentor, conselheiro, palestrante e voluntário. Lins também é professor da Fundação Dom Cabral (FDC), instituição que há mais de 40 anos desenvolve executivos, gestores públicos, empresários e organizações de diversos segmentos em vários países. A FDC é uma escola de negócios que oferece o que há de mais inovador por meio de Soluções Educacionais nacionais e internacionais, sustentadas por alianças estratégicas e acordos de cooperação com renomadas instituições na Europa, Estados Unidos, China, Índia, Rússia e América Latina.  
 
Segundo Lins, o termo ESG foi cunhado em 2004 em uma publicação do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da ONU e instituições financeiras de nove países responsáveis pela administração de mais de USD20 trilhões, chamada Who Cares Wins. A proposta era obter o apoio das instituições financeiras para buscar a melhor forma de integrar os fatores ESG ao mercado de capitais.  

Lins explicou que para uma empresa ser ESG ela precisa ter três eixos: Ambiental (E), que cuida do aspecto do uso racionais dos recursos naturais, da preservação da biodiversidade e da redução da emissão de gases de efeito estufa, entre outros. Social (S) que atua na melhoria das condições e relações de trabalho, em políticas de inclusão e na promoção do impacto positiva na comunidade onde atua. O terceiro eixo é a Governança Corporativa (G), em que o intuito é preservar a independência do conselho de administração, a adoção de critérios de adversidade na escolha dos membros do conselho e praticar a transparência fiscal. 

O docente pontuou que os principais desafios de ESG para as empresas, tanto do setor mineral, quanto de obras industriais, são a legislação, que é morosa, o excesso de burocracia e o reposicionamento das empresas frente as tendências de mercado, dentre outros.   
  
O Workshop Caminhos para implantar projetos com eficácia ainda contou com a apresentação de Ricardo Fabel, coordenador de grupo da Câmara de Obras Industriais da FIEMG, de Aristóteles Costa Neto, vice-presidente da Região Sudeste da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), representantes da diretoria do IBRAM e integrantes da direção de 15 mineradoras associadas ao IBRAM. 

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