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Mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima mostra resiliência

A melhora na atividade econômica do País, confirmada pelos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre de 2021, que aumentou 1,2% em relação aos últimos três meses do ano passado, superando as expectativas mais positivas, estimulou os lançamentos imobiliários. Em abril, foram lançadas nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima 511 unidades residenciais, o que correspondeu a 11 novos empreendimentos. Este número representou um aumento expressivo (90,0%) em relação ao observado em março (269) e uma elevação de 259,86% em relação a igual mês do ano passado. Naturalmente o melhor resultado, na comparação com abril/20, refere-se à base totalmente deprimida, em função da chegada da pandemia no Brasil. As vendas continuaram fortes. Apesar do pequeno recuo (2,4%) em abril, em relação a março, elas se mantiveram em nível bastante elevado: 492 unidades. Em relação a igual mês de 2020 o aumento na comercialização de imóveis novos foi de 130,99%. Estes dados são do Censo do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima realizado pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Em abril/21 o maior volume de lançamentos foi observado no padrão econômico (apartamentos até R$ 215 mil): 257 unidades. Apesar de esse número representar um acréscimo de 103,97% em relação ao registrado em março/21, o destaque maior fica com o incremento dos lançamentos do padrão luxo (apartamentos de R$1 milhão até R$2 milhões). Enquanto em março/21 foram lançadas 24 unidades residenciais nesta faixa de valor, em abril esse número passou para 112 (+366,67%).

De acordo com o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, “o dinamismo do mercado de imóveis com maior valor pode ser atribuído à continuidade do baixo patamar das taxas de juros, e também ao fato dele ser menos sensível às oscilações macroeconômicas”. No quarto mês de 2021, o maior volume de vendas foi observado nos padrões econômico, standard (de R$ 215 mil até R$ 400 mil), luxo (de R$ 1 milhão até R$ 2 milhões) e médio (R$ de 400 mil até R$ 700mil). Em abril/21 o maior volume de lançamentos, e também de vendas, foi observado na região do Barreiro. Foram 205 unidades lançadas e 154 vendidas. As regiões Centro Sul (105 unidades), Pampulha (84 unidades) e a cidade de Nova Lima (80 unidades) se destacaram com volume expressivo nos lançamentos. Em relação às vendas, além do Barreiro, também foram destaque as regiões Oeste (73 unidades), Norte (58 unidades), Centro Sul (58 unidades) e Pampulha (51 unidades), além da cidade de Nova Lima (63 unidades).

De janeiro a abril/21 as vendas de apartamentos novos totalizaram 1.713 unidades Neste período, observa-se que as vendas continuaram superando os lançamentos. Em função disso, a oferta segue apresentando retração e finalizou o mês de abril em 2.623 unidades, um dos menores patamares da série histórica. Nos primeiros quatro meses do ano as vendas nos padrões Standard e Econômico foram destaque e responderam por 65,6% do total comercializado. Esses padrões responderam por 69% dos lançamentos do período. Nesse período, quatro regiões se destacaram nos lançamentos e nas vendas: Barreiro, Centro Sul, Norte e Oeste. A cidade de Nova Lima também apresentou resultado significativo, com 145 unidades vendidas e 126 lançadas neste período.

Segundo Renato Michel, além da melhora no ritmo da atividade econômica do País, outros fatores contribuíram para o melhor dinamismo do mercado imobiliário. “O aumento na oferta de crédito é um deles. Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), nos primeiros quatro meses de 2021 os financiamentos imobiliários, com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), atingiram R$ 59,91 bilhões, o que correspondeu a uma elevação de 122,3% em relação a igual período do ano passado (R$ 26,95 bilhões). Foram financiados, de janeiro a abril de 2021, 258,6 mil imóveis, o que significou alta de 151,8% em relação ao mesmo período de 2020”.

Esse incremento, afirma o vice-presidente do Sinduscon-MG, encontra respaldo na redução da taxa de juros do financiamento imobiliário. “Sempre é bom ressaltar que juros mais baixos representam parcelas com valores mais acessíveis nas prestações. Em vários casos observa-se que a parcela paga no financiamento imobiliário pode ficar inferior ao valor do aluguel. É preciso considerar, ainda, diante da baixa taxa de juros, a busca de investimentos com maior rentabilidade e, nesse caso, os imóveis se destacam.” Entretanto, esse cenário não significa ausência de desafios.

Para Renato Michel, apesar dos resultados mais positivos da economia e da melhora das expectativas para o fechamento do ano, as incertezas continuam e o aumento de custos da construção preocupa. “As construtoras não conseguem mais absorver altas tão expressivas. No mercado imobiliário os lançamentos de novas unidades podem ser adiados em função da incerteza em relação ao futuro. A falta de previsibilidade para a solução desse problema, que completará um ano no próximo mês, prejudica não somente a Construção, mas a economia nacional como um todo. Num momento onde o desemprego alcança patamares recordes, o setor poderia estar contribuindo muito mais para incrementar as atividades do País, mas o aumento de preços dos insumos acaba inibindo um ritmo maior de atividades”, destaca.

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