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Construa Minas debate BIM no mercado e nas instituições de ensino durante o 6º EABIM no Construa Minas

Na tarde da última sexta-feira, 21 de outubro, o Construa Minas, evento realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Sebrae, apresentou em sua programação a sexta edição do EABIM – Encontro Acadêmico de BIM de Minas Gerais. O evento, que aconteceu de forma virtual, reuniu profissionais e estudantes de engenharia e arquitetura para debater sobre o BIM no mercado da engenharia, arquitetura e construção e como as instituições de ensino estão se preparando para essa nova realidade do setor.

A professora Josyanne Giesta, uma das organizadoras do encontro, destacou na abertura do evento a importância da iniciativa para os estudantes. “O Eabim é um evento que incentiva os alunos e consegue fazer com que eles, desde cedo, tenham essa visão para o BIM e fiquem motivados. Neste ano, tentamos inovar com a experiência internacional de Portugal e de universidades de todas as regiões do Brasil”, afirmou. “É uma forma de fazer uma troca de realmente compreender o que está avançando mais, quais estratégias estão sendo mais usadas e também uma oportunidade de compartilhar nossas experiências”, completou.

O evento foi dividido em três painéis. O 1º deles foi uma mesa redonda que apresentou diferentes experiências com o ensino de BIM (Building Information Modeling) em instituições de ensino e reuniu os professores Daniela Ely, do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET/MG); Erica Checcucci, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Patrícia Elizabeth e Rosamônica Lamounier, da Escola Superior Dom Helder; Kleos Lenz, da Universidade Federal de Viçosa (UFV); Caroline Kehl, da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-RS); e Josyanne Giesta, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

Foram apresentadas experiências com a da Escola Superior Dom Helder, que criou um grupo interdisciplinar para Engenharia e Arquitetura específico para trabalhar o BIM; e a da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-RS), que aborda o BIM em cursos de extensão, graduação, pós-graduação e também em treinamentos específicos. “Quando falamos em BIM, falamos em colaboração e integração e isso é fundamental para que a gente tenha subsídios, vontade e coragem de inserir o BIM nos currículos com um plano de implementação e estrutura”, afirmou a professora Caroline Kehl.

Palestras e premiação

O segundo painel da tarde apresentou palestras sobre o BIM no contexto real, com o professor João Poças, de Portugal, que falou sobre projetos com o BIM em Portugal e apresentou normas técnicas, legislação no mercado local e experiências pedagógicas na Europa; a professora Regina Ruschel, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que falou sobre ‘Rede Células BIM’, que são grupos organizados de professores e alunos de determinada instituição de ensino envolvidos na proposição e no desenvolvimento de um plano de Implementação de BIM curricular, e apresentou o diagnóstico de Maturidade BIM Curricular; e o arquiteto Tito Sena, do escritório Sena Arquitetura, que apresentou pesquisas de mercado e estudo de maturidade e usos do BIM e falou sobre sua experiência prática no mercado. “A gente hoje já evoluiu, do ponto de vista do mercado, da necessidade de provar às pessoas que o BIM funciona e de termos que vender a ideia que o BIM faz sentido. No entanto, ainda vemos alguns gargalos em adotar essa estrutura, como a falta de treinamentos e de capacitação de equipes e também barreiras financeiras, barreiras de mercado – como construtoras e incorporadoras não quererem investir – e até mesmo falta de incentivos do poder público”, destacou.

Por fim, o último painel do dia apresentou artigos acadêmicos de destaque sobre o tema.  

Márcia Crusado, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), apresentou o artigo “Liga Acadêmica como facilitador da inserção do BIM nos cursos de graduação: estudo de caso Labim”; Isabella Rodrigues, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apresentou o artigo “Implementação do Building Information Modeling (BIM) no setor público do estado de Pernambuco: estudo comparativo entre secretarias do projeto de extensão PET-GOV”; Luiz Antônio Soares, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), apresentou o artigo “Discussões acerca do uso de tecnologias BIM como estratégias para o desenvolvimento urbano sustentável”; e Carolina Vendimiati, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), apresentou trabalho sobre “BIM whashing e o BIM em pequenos escritórios de arquitetura e engenharia”.

“BIM é algo muito importante e o Brasil vai crescer mais, a arquitetura, engenharia e construção vão crescer mais, e a gente precisa conseguir passar para os profissionais da área mais conhecimentos sobre o BIM, ajudar mais gente a crescer. Agradeço todo esse trabalho, as pessoas e universidades envolvidas. O Eabim acontece todo ano, portanto, os professores e alunos podem preparar artigos e trabalhos para o ano que vem que eles serão bem-vindos”, finalizou Josyanne.

O Construa Minas foi realizado de 17 a 21 de outubro com o patrocínio (Diamante) da PAD, Fassa Bortolo (Patrocínio Ouro), Sicoob Imob.vc (Patrocínio Prata), Ferreira, Pinto, Cordeiro, Santos & Maia Advogados e Sienge CV (Patrocínio Bronze). E apoio institucional do Crea-MG, Fundação Dom Cabral, CMI/Secovi MG, Secovi SP, Prefeitura de Belo Horizonte e Governo de Minas.

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