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Vendas de apartamentos novos crescem em maio e voltam a superar os lançamentos

Mesmo diante das dificuldades vivenciadas pela economia, em função da crise instalada na segunda quinzena de março com o agravamento da pandemia do novo coronavírus, o mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima registrou incremento de 5,8% nas vendas em maio em relação ao mês anterior. Assim, enquanto em abril foram comercializados 207 apartamentos novos, em maio este número foi de 219 unidades.
Com isso, as vendas voltaram a superar os lançamentos levando o estoque disponível para comercialização a um dos patamares mais baixos da série histórica da pesquisa iniciada em 2015. Em maio foram lançadas somente 10 unidades, o que correspondeu a um empreendimento. Como as vendas totalizaram 219 unidades, o estoque caiu 5,9% e passou de 3.561 unidades no mês de abril para 3.352 unidades em maio. Esses dados são do Censo do Mercado Imobiliário realizado pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).
Para o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, a queda do número de lançamentos certamente refere-se a uma pausa temporária dada pelos empresários em função do momento de incertezas da economia: “Neste mês os construtores preferiram trabalhar mais com o estoque e obtiveram sucesso. O incremento das vendas é um bom sinal disso e da continuidade das atividades do segmento imobiliário”, pondera.

O baixo patamar de unidades disponíveis para comercialização está provocando um incremento no preço dos imóveis. Em maio os preços de apartamentos novos registraram alta de 2,3%, enquanto a inflação oficial do País, medida pelo IPCA/IBGE foi negativa: -0,38%. “Os imóveis continuam com valorização real, indicando que, mesmo diante da pandemia, não existe espaço para a queda nos preços”, analisa Renato Michel.

Em maio as vendas de apartamentos de padrão médio (48 unidades), alto (32 unidades), luxo (48 unidades) e superluxo (7 unidades)1 se destacaram e registraram alta em relação ao mês anterior. O vice-presidente do Sinduscon-MG explica: “O incremento do financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) que neste mês registrou alta de 6,5%, em relação a abril, conforme os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), ajuda a explicar esses resultados. Além disso, diante dos juros baixos, as aplicações financeiras mais tradicionais passam a apresentar ganhos ainda mais reduzidos. Isso significa que o mercado imobiliário pode ganhar recursos de investidores em busca de segurança, lucratividade, estabilidade e bom retorno”.

As vendas nas regiões Centro Sul e Oeste se destacaram no quinto mês no ano. Essas duas regiões foram responsáveis por 60,27% do total de unidades vendidas neste mês. Isso significa que do total de 219 unidades comercializadas em maio, 69 foram na região Centro Sul e 63 na região Oeste.

Janeiro a maio/20
A análise dos resultados do mercado imobiliário nos primeiros meses do ano demonstra resultados positivos. As vendas passaram de 1.234 unidades de janeiro a maio de 2019 para 1.371 no mesmo período de 2020, o que correspondeu a uma elevação de 11,10%. Os lançamentos registraram incremento de 32,51%, ao passar de 889 unidades de janeiro a maio/19 para 1.178 unidades em iguais meses de 2020. As vendas foram superiores aos lançamentos, o que fez a oferta disponível para comercialização sofrer redução de 11,70%. A baixa disponibilidade da oferta (19,1%) tem proporcionado aumento nos preços dos imóveis residenciais. Em maio, a alta foi de 5,44% em relação ao mesmo mês de 2019. Cabe destacar que nos últimos 12 meses encerrados em maio/20, o IPCA/IBGE registrou elevação de 1,88%.

Desagregando por faixa de valores observa-se que o maior volume de vendas nos primeiros cinco meses do ano foi observado nos padrões econômicos (até R$215 mil) e no padrão Standard (de R$ 215 mil até R$400 mil). Esses dois padrões foram responsáveis por 58,72% da comercialização de apartamentos no período. Isso significa que do total de 1.371 unidades vendidas de janeiro a maio de 2020, 403 foram no padrão econômico e 402 no padrão Standard. Importante destacar as vendas de padrão luxo (182 unidades), que atingiram praticamente o mesmo patamar da comercialização das unidades de padrão médio (183 unidades).

Renato Michel destaca: “Uma notícia muito positiva e que vai contribuir para dinamizar as atividades do segmento foi divulgada recentemente: a Caixa Econômica Federal anunciou novas medidas para o mercado imobiliário nacional enfrentar os efeitos da crise causada pela pandemia da Covid-19. Entre elas estão a implementação do registro eletrônico de escrituras para contratos vinculados a empreendimentos financiados na instituição; financiamento de ITBI e custas cartorárias para pessoas físicas; e ampliação do acesso ao financiamento para produção de empreendimentos, com redução da quantidade mínima de vendas e da execução prévia de obras para contratação”.

O vice-presidente do Sinduscon-MG ainda ressalta: “Em um momento em que o País possui grandes desafios, ganha cada vez mais importância as atividades estratégicas para a economia nacional, como é o caso da Construção Civil. O setor, que tem grande capacidade de geração de renda e emprego, tem tudo para ajudar o País no processo de recuperação da sua economia. Neste contexto, cabe destacar os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. Em maio, a Construção Civil, em Belo Horizonte, foi o único grande segmento que registrou saldo positivo de empregos com carteira assinada: 277 vagas”.

Fonte: Assessoria Econômica Sinduscon-MG
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