A deficiência na qualificação dos profissionais da construção civil é uma realidade que se reflete em toda a cadeia produtiva e constitui um dos principais fatores que impedem a melhoria da qualidade e produtividade do setor habitacional. A rotatividade inerente à contratação de mão-de-obra também desestimula o setor privado a realizar investimentos mais significativos na capacitação de sua força de trabalho, mesmo sendo este setor um dos maiores empregadores diretos do País. Isso tudo aponta para a necessidade de uma atuação indutora do setor público que articule as entidades, ações e programas de capacitação e requalificação profissional tendo em vista as necessidades específicas da construção civil.
O investimento na qualificação profissional dos trabalhadores da construção civil tem uma dimensão social e cultural importante, não devendo se limitar a aspectos técnicos da construção, mas também envolver formação básica, desenvolvimento de habilidades de gerenciamento e sensibilização para mudança de comportamentos e atitudes.
O alcance dessas ações de qualificação da mão-de-obra da construção civil não deve se limitar, porém, à força de trabalho efetivamente contratada pelo setor. Este projeto deverá abranger a qualificação profissional, desde os engenheiros e arquitetos, até os mestre de obras, pedreiros, encanadores, eletricistas e outros. Deve-se incluir também a capacitação de gestores e de trabalhadores envolvidos na autogestão.