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Imagem: Bernardo Dias/CMBH
Seminário sobre o novo Plano Diretor de BH evidencia divergências

O “Novo Plano Diretor de BH, qual cidade você quer para o futuro?” foi o tema do seminário realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal de Vereadores de Belo Horizonte no último final de semana (dias 09 e 10). Participaram do evento, representantes dos movimentos por moradia, de entidades acadêmicas e entidades empresariais.

Foram dois dias de debates com objetivo de debater o Substitutivo do Projeto de Lei 1.749/2015 que prevê novas propostas de desenvolvimento urbano para a cidade.

No primeiro dia (09), foram debatidos os impactos da mudança da legislação urbanística em áreas como meio ambiente e patrimônio cultural. O parque do bairro Jardim América esteve entre os assuntos abordados. Já no sábado (10), o seminário debateu os temas ligados à habitação social, estruturação e desenvolvimento urbano.

O vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz, foi um dos convidados dos debates e defendeu o desenvolvimento urbano da região central de Belo Horizonte como polo de concentração de comércio, bens e serviços. “A área central é onde temos emprego e renda. O mundo inteiro está trabalhando por cidades de um só centro, com edificações de coeficiente de aproveitamento de terreno altíssimo e áreas inferiores destinadas à convivência social”. Diniz também argumentou que áreas centrais adensadas contribuem para a mobilidade urbana. “O não transporte é o que interessa. Quando se expande a cidade, não tem capital suficiente para atender a demanda. A cidade espalhada cria dificuldades de transporte urbano. A cidade é de todos e precisa compor uma malha social, por isso, falar em coeficiente de aproveitamento igual a 1,0 é espalhar a cidade!”, argumentou.

O vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, também participou dos debates e apresentou estudos que demonstram a baixa oferta de imóveis novos em Belo Horizonte, o que acarreta aumento gradual nos preços desses bens, além de uma pesquisa que demonstra que caso o novo Plano Diretor seja aprovado como está, pode acarretar em um aumento médio de 30% no valor final dos imóveis para o consumidor final.

Votação em 1º turno – Segundo informações divulgadas no site da CMBH, “O PL 1749/15, que traz o Plano Diretor de Belo Horizonte, foi anunciado pelo presidente Henrique Braga (PSDB) para entrar na pauta do Plenário, no dia 19 de outubro, quando poderá vir a ser apreciado pelos parlamentares em 1º turno. O anúncio foi feito na reunião da segunda-feira (12/11).”

 

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