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Sementes do amanhã

“Não podemos mais aceitar a idéia do negócio desatrelado de atitudes socialmente responsáveis” Jorge Luiz Oliveira de Almeida – Empresário E-mail para esta coluna: comunicacao@sinduscon-mg.org.br Existem termos que, de tão falados, ficam batidos – como se diz no popular. Esse não pode ser o caso da Responsabilidade Social, um conceito que veio para ficar. Sua importância é tão imensa que, mesmo daqui a muitos e muitos anos, por mais que surjam novas denominações, continuará valendo a sua essência. Apesar de ser aplicado há cerca de duas décadas, o setor da construção já praticava a responsabilidade social, sem, no entanto, fazer muito alarde disso. Há mais de 43 anos começaram a surgir pelo país os Serviço Social da Indústria da Construção (Seconcis) – entidades sem fins lucrativos, criadas por empresários, para prestar serviços nas áreas de saúde, educação e lazer aos que trabalham na indústria da construção e seus familiares. A sustentação financeira dessas entidades se dá pelo recolhimento, por parte das empresas do setor, de 1,2% sobre o valor de suas folhas de pagamento. Conforme o último levantamento realizado pelo Fórum dos Seconcis da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 486 mil pessoas foram beneficiadas em 2007 com os serviços e atendimentos oferecidos pelas entidades no país, o que representa um investimento da ordem de R$ 46 milhões. Apesar desse volume significativo de investimento social, até pouco tempo atrás, o setor ainda enfrentava dificuldades para divulgar suas iniciativas para o bem coletivo. Talvez isso não fosse uma particularidade da construção. Outros segmentos devem ter passado pela mesma situação. Porém, percebe-se que isso vem mudando muito rapidamente. A exemplo do Estado de Minas, que publica o caderno mensal Prazer em Ajudar, outros veículos também têm dado espaço para as pautas de responsabilidade social porque perceberam que, sem ela, o futuro do país e nosso planeta estariam comprometidos. Na prática, cada cidadão, órgão público ou privado, organização de governo, empresa, associação, imprensa, enfim, todos os elementos da sociedade precisam se incorporar a esse desafio de fazer acontecer, cada vez mais, projetos e ações que assegurem a inserção social e promovam exercícios de cidadania. O nosso setor tem tentado fazer a sua parte. Além dos Seconcis, dos programas e projetos individuais das entidades, associações e empresas, que, inclusive, podem concorrer, todo ano, ao Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, foi lançado no ano passado o Dia Nacional da Construção Social. Baseado no conceito de construção social e em seus pilares – saúde, lazer e cidadania -, ele visa a promover a melhoria da qualidade de vida dos operários do setor e incentivar a integração entre eles, seus familiares e as empresas em que trabalham. O evento, que já se integrou ao calendário oficial do setor e conseguiu a adesão do Sesi nacional e suas regionais, já é um sucesso em seu segundo ano. Para ter uma idéia de sua grandiosidade, este ano, a data foi comemorada no dia 2 em 19 estados e 20 cidades e no Distrito Federal e alcançou 260 mil atendimentos. Aqui em Minas, chegamos aos 27.370 atendimentos e serviços, como os seguintes: cortes de cabelo, sessões de massoterapia, aferição de pressão e do Índice de Massa Corporal (IMC), orientações sobre higiene bucal e escovódromo, ginástica laboral, distribuição de preservativos, cursos instantâneos de incentivo à geração de renda familiar que ensinaram a produzir bolsas, doces e salgados, torneios de truco e de futebol soçaite, programação especial para as crianças com oficinas, gincana, rua de lazer, além de apresentações musicais e de esquetes teatrais, sorteios de brindes diversos e alimentação gratuita. O que o nosso setor tem tentado defender, principalmente com a coordenação e força da CBIC – nossa maior entidade do país -, é organizar esses movimentos de responsabilidade social e dar-lhes uma diretriz objetiva, a fim de que os resultados sejam os melhores possíveis. Apesar de já estarmos iniciados no conceito da responsabilidade social, reconhecemos que nossas ações ainda não são suficientes. Mas temos a certeza de que já fazem a diferença para milhares de brasileiros. E isso nos dá conforto e entusiasmo para seguiremos em frente, continuando a regar as sementes para o amanhã. Não podemos mais aceitar a idéia do negócio desatrelado de atitudes socialmente responsáveis. É essa percepção que conduzirá o nosso país para um futuro mais saudável, humano e próspero para todos. * Vice-presidente da Área de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)

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