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Imagem: Creative Commons Zero - CC0
PIB da Construção Civil cai mais uma vez

Elaboração: Assessoria Econômica Sinduscon-MG

De acordo com o resultado do PIB Brasil divulgado hoje (28) pelo IBGE, a Construção Civil registrou queda de 2,5% em suas atividades em 2018. O resultado, que ficou dentro das estimativas realizadas pelo setor, confirmou o quinto ano consecutivo de retração.

Em 2018 a Indústria registrou alta modesta: 0,6% e este resultado certamente foi influenciado pelo desempenho da Construção, único setor do segmento industrial a registrar queda neste ano. Aliás, ressalta-se que, em 2018, a Construção Civil foi o único setor de atividade que apresentou queda em sua produção.

Desde 2014 a Construção vem apresentando resultados negativos sucessivos acumulando redução de 27,69% em seu PIB (2014 a 2018). Neste período, quase um milhão de vagas com carteira assinada foram eliminadas pelo setor.

As estimativas indicam que a Construção Civil retomará os resultados positivos em 2019, especialmente considerando o incremento das atividades do mercado imobiliário. Conforme projeções realizadas pela Fundação Getúlio Vargas, neste ano o setor registrará alta de 2% em seu PIB. Os seguintes fatores poderão contribuir para que o setor deixe o período recessivo para trás:

  • Perspectivas de continuidade do crescimento da economia nacional.
  • Inflação abaixo do centro da meta.
  • Baixa taxa de juro real. Menor taxa Selic da série histórica e sem perspectiva de alta.
  • Geração de emprego com carteira assinada positiva.
  • Lançamentos imobiliários podem crescer em função da redução do estoque e do esperado incremento da economia.
  • Indicador de confiança do empresário da Construção Civil em patamares elevados.
  • Perspectivas de incremento do crédito imobiliário.
  • Lei do “Distrato imobiliário”.
  • A Reforma da Previdência, que certamente melhorará o ambiente macroeconômico, incentivando os investimentos.

Entretanto, ainda existem sérios desafios na economia nacional que muito preocupam o setor. O desajuste do quadro fiscal, que inibe os investimentos; a falta de segurança na utilização dos recursos do FGTS; o quadro fiscal dos estados e a burocracia com alvarás, licenciamento e cartórios são alguns deles. Especialmente em Belo Horizonte a preocupação é ainda maior, pois, caso seja aprovado em segundo turno o Plano Diretor da cidade ele certamente vai gerar queda acentuada nos lançamentos imobiliários e, consequentemente, menor geração de renda e emprego.

Em 2018 o PIB Brasil repetiu o resultado do ano 2017 e registrou alta de 1,1% confirmando que a economia nacional continua em passos lentos.   A agropecuária manteve relativa estabilidade e cresceu 0,1%. A Indústria registrou incremento de 0,6% e o setor de serviços apresentou expansão de 1,3%. O PIB do País totalizou, em 2018, R$6,8 trilhões e o da Construção Civil R$260 bilhões.

De uma forma geral, as estimativas indicam que a retomada da atividade econômica nacional ganhará força em 2019. Conforme pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central, neste ano o PIB do País registrará incremento de 2,48%. Entretanto, é preciso agilizar a aprovação das reformas estruturais, em especial a da previdência, para que a confiança no cenário macroeconômico seja fortalecida e estimule mais os investimentos.

quadro-PIB

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