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Arquiteto da AsBea, Júlio Tôrres, fala sobre o impacto do novo Plano Diretor no aumento dos imóveis - Imagem: Sebastião Jacinto Júnior/Fiemg
Novo Plano Diretor de Belo Horizonte é tema de encontro na Fiemg

As entidades do movimento Mais Imposto Não realizaram nesta terça-feira (14), na Fiemg, um encontro para tratar sobre o novo Plano Diretor da capital mineira. Cerca de 70 pessoas estiveram presentes no evento.

Na ocasião, foi apresentado um estudo desenvolvido pelo arquiteto e urbanista, Júlio Guerra Tôrres, membro da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), que mostra que, caso o novo Plano seja aprovado como está proposto, há uma estimativa de aumento nos preços dos imóveis novos entre 30 e 40%. Esse aumento trará impacto negativo na sociedade como um todo. A economia da capital mineira tem como principal engrenagem a indústria da construção e o comércio. “O novo Plano Diretor fará com que a cidade se desidrate e, consequentemente, congele seu crescimento. A proposta de manter um coeficiente de aproveitamento igual a 1,0 fará com que as grandes empresas busquem outras cidades do entorno para investir, o que vai aumentar ainda mais a crise da sociedade com o fechamento de postos de trabalho”, calcula Torres.

Previsão que afetará ainda mais o setor da construção civil já impactado, nos últimos anos, pela crise econômica e o consequente aumento no desemprego. Segundo a assessora econômica do Sinduscon-MG, Ieda Vasconcelos, “de 2013 a 2018 a cidade de Belo Horizonte perdeu mais de 90 mil vagas com carteira assinada. Neste período os principais setores de atividade da cidade registraram queda. A construção civil, os serviços e a indústria de transformação foram os que mais registram queda. E, apesar dos resultados positivos gerados em 2018 e no primeiro trimestre de 2019, a cidade ainda contabiliza um saldo negativo de mais de 85 mil vagas”, avaliou.

 

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