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Mercado secundário deverá ser o mais afetado

O mercado imobiliário secundário do país, ainda em fase de implantação, será o mais afetado pela crise de liquidez do setor financeiro internacional. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, se os problemas externos se prolongarem, retardarão o aparecimento de investidores que alavancariam o setor. “Os reflexos certamente ocorrerão, basta saber em quais proporções”, afirmou Simão. De acordo com ele, a idéia era iniciar o mercado em 2009, mas isso não acontecerá mais. As empresas que fizeram IPO, como MRV e Tenda, continuarão trabalhando com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mas precisarão se reorganizar, segundo ele. O problema acontecerá, mas no longo prazo, conforme o diretor da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bráulio Franco Garcia. “A demanda ainda está em alta, as construtoras estão capitalizadas, com os estoques esgotados e terrenos comprados à vista. Esses fatores favorecem”, explicou. Para ele, os efeitos externos chegarão no longo prazo, sobretudo na negociação de recebíveis. A previsão do diretor do Sinduscon-MG é que os reflexos atinjam o setor em três anos, dando tempo para adequação das empresas. “O pior resultado disso é a retração de novos projetos”, disse Garcia. Apesar da série de problemas e previsões de novos abalos no mercado financeiro, algumas empresas permanecem no páreo. Manter uma característica “peculiar” livrou de certa forma a Construtora Habitare da crise financeira internacional, segundo o diretor Comercial, Alexandre Soares. De R$ 40 milhões previstos em empreendimentos da construtora neste ano, somente 10% virão dos bancos. “Trabalhamos com 90% de recursos próprios”, afirmou Soares. (MF)

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