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Mercado imobiliário deve crescer em 2021 e atualizar perfil da moradia

Fonte: CBIC

Superadas as incertezas impostas pela pandemia do novo coronavírus, especialistas do mercado imobiliário apontam uma tendência de recuperação consistente do setor e enxergam um ciclo de crescimento sustentado de vendas e lançamentos para o ano de 2021. Os empreendimentos do futuro contemplarão as necessidades criadas pela crise sanitária, ajustando a divisão e oferecendo mais espaço interno nas unidades residenciais, assim como revendo a disponibilidade de áreas para uso em comum dos empreendimentos verticais.

Essa é a síntese da live Tendências do Mercado Imobiliário, promovida pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e transmitida ao vivo pelo canal da entidade no YouTube, nesta quinta-feira (24). “Em 2020, vai ser um mercado menor que o ano passado, mas com tendência de consolidação. Em 2021 teremos o que esperávamos para 2020, porém um mercado mais maduro e consistente”, avalia o economista Celso Petrucci, vice-presidente de Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “Estamos caminhando para um 2021 muito positivo para Brasília”, afirmou o empresário Marco Antônio Demartini, Conselheiro Fiscal da Ademi e vice-presidente do Secovi-DF.

Com mediação do presidente da Ademi-DF, Eduardo Aroeira Almeida, os dois especialistas apresentaram dados e o panorama atual do segmento, discutindo sobre o que vem pela frente. Petrucci destacou que o setor imobiliário conseguiu atravessar a pandemia e recuperar seu desempenho positivo a partir de junho, puxado por mercados como Distrito Federal e São Paulo. “Fizemos um debate importante. Ficou clara a importância do DF para o desempenho nacional do nosso setor e também o potencial do mercado imobiliário em Brasília”, avaliou Aroeira após a transmissão.

Retomada a caminho

Apresentando dados nacionais, o vice-presidente da CBIC destacou que o primeiro semestre de 2020 carregou os impactos negativos da chegada da Covid-19, mas o segundo inicia com sinais de retomada. Houve retração significativa no volume de lançamentos (43,9%) quando comparados o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior, e redução mais suave no volume de vendas (2,2%), no mesmo período.

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“Com a abertura dos plantões de venda a partir de junho, percebemos que a retomada começou a acontecer. De julho pra cá, as notícias indicam melhora em relação ao primeiro semestre”, afirmou. “Aqui no DF, junho foi um mês fantástico, com IVV recorde. Em julho, o IVV foi um pouco menor, mas manteve-se alto, 8,5% é um indicador representativo”, comentou Demartini, agregando a perspectiva do mercado do Distrito Federal. “Olhando a movimentação em agosto, tivemos mais cinco lançamentos na cidade e deveremos registrar mais um bom IVV”, adiantou. IVV é o Índice de Velocidade de Vendas, pesquisa mensal de iniciativa conjunta da Ademi-DF com o Sinduscon-DF.

Demartini destacou que o Distrito Federal tem uma demanda latente por imóveis, fruto também o alto crescimento vegetativo de sua população: são 70 mil novos moradores na cidade todo ano, gerando a necessidade de 23 mil novas unidades habitacionais em todos os segmentos, desde o econômico até o de alto padrão. “O que estamos observando não é uma onda, é um novo ciclo bom para o mercado”, diz o empresário. Segundo ele, a tendência é de valorização do imóvel no DF, com uma atualização nos preços, que vinham defasados. “Quem comprar agora vai ganhar e quem já tem imóvel, já está ganhando”, avisa.

Os dois executivos também abordaram o novo perfil das moradias, fruto de demandas geradas pela pandemia; o futuro do segmento comercial, impactado pela necessidade do trabalho à distância; e os entraves que ainda restringem o acesso ao crédito imobiliário.

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