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Mendes Jr. pode voltar ao exterior

Os setores petroquímico e de mineração poderão ser responsáveis pela volta da atuação do grupo Mendes Júnior, representado pela Mendes Júnior Participações S/A (Mendespar), no mercado externo. De acordo com o diretor-financeiro e de Relações com Investidores (RI) da companhia, Angelo Marcus de Lima Cota, apesar de concentrar suas forças no mercado interno, responsável pela retomada do crescimento nos últimos anos, o conglomerado não descartaria voltar a atuar no exterior, como ocorreu em décadas passadas. “Os bons resultados da companhia nos últimos dois anos, sobretudo em 2007, são reflexo da boa fase do setor da construção pesada, que apresenta taxas de crescimento muito elevadas, puxadas pelos investimentos nos parques industriais petroquímico e de mineração”, disse Cota. Para ele, a atuação fora do país, como no passado, poderá ocorrer a partir do médio prazo e estaria em análise pela empresa. “Vamos seguir por partes, concentrando o foco no mercado interno, que demandará muito da empresa com a expansão dos setores que puxam os negócios”, disse Cota. No exercício passado a Mendespar, que engloba resultados de todas as controladas pelo grupo Mendes Júnior, atingiu R$ 212,602 milhões de lucro líqüido, superando em aproximadamente 33% o ano anterior, cujo volume chegou a R$ 159,761 milhões. Em 2008, o crescimento será respaldado pelos mesmos setores – petroquímico e mineração – que têm alavancado os resultados desde meados de 2005, segundo Cota. “A crise no passado foi difícil de ser superada e hoje queremos crescer de forma responsável avaliando bem cada ação”, explicou. Um dos grandes contratos que a Mendes Júnior possui é com a Petrobras, que cria grandes perspectivas de mercado a partir de investimentos que a estatal está fazendo no que diz respeito a gás natural, expansão e melhorias e novos poços. A expansão da Refinaria Gabriel Passos (Regap) – unidade da Petrobras instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) -, com contratos de aproximadamente R$ 600 milhões a R$ 700 milhões, seria uma das principais responsáveis por puxar o crescimento. PAC – De acordo com Cota, o programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, persiste como a grande expectativa do setor de infra-estrutura. “Apesar de ter pouca coisa em andamento, o programa será importante para todos os setores, uma vez que lida com rodovias, portos e demais vias de escoamento da produção industrial brasileira”, disse. Para Cota, a alta de insumos e dos juros não deve refletir de forma drástica nos negócios. “Só a possibilidade de faltar insumos básicos, como cimento e aço, seria um considerado um problema sério, mas isso não acontecerá pois os parques cimenteiro e siderúrgico também estão investindo para ampliar a produção”, afirmou. Em Minas, entre as obras do grupo, destaca-se a construção do Boulevard Arrudas e a parte inicial da Linha Verde – intervenções viárias entre o centro da Capital ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves. MARX FERNANDES

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