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Empresários da construção se mostram cautelosos

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) registrou 49,9 pontos em abril, queda de 6,3 pontos em relação a março (56,2 pontos). O indicador, que começou o ano em níveis elevados, caiu pela segunda vez consecutiva, acumulando recuo de 13,0 pontos. Ao ficar pouco abaixo da linha de 50 pontos – valor que separa confiança da falta de confiança – o índice mostrou empresários cautelosos, após cinco meses de resultados apontando confiança. Contudo, o indicador foi 0,5 ponto superior ao observado em abril de 2018 e o mais elevado para o mês em seis anos. O Iceicon nacional decresceu 3,4 pontos entre março (59,8 pontos) e abril (56,4 pontos).

O Iceicon-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos apontam percepção de melhora na situação atual e expectativa positiva para os próximos seis meses, respectivamente.

O indicador de condições atuais caiu 5,3 pontos em abril (42,0 pontos), frente a março (47,3 pontos), a segunda queda consecutiva do índice. Vale destacar que a percepção de piora ocorreu principalmente quanto à situação atual da economia brasileira e do estado. O indicador mostrou empresários insatisfeitos com as condições atuais dos negócios pelo segundo mês seguido, ao ficar abaixo dos 50 pontos. O índice foi 2,2 pontos inferior ao verificado em abril de 2018 (44,2 pontos).

Segundo o economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, o setor ainda está em compasso de espera. “O ano começou com grandes expectativas que ainda não foram concretizadas, o que diminui a confiança de investir. O empresário está mais cauteloso na sua tomada de decisão. As expectativas estão estruturadas nas reformas em tramitação ainda. No caso da reforma da Previdência, há a expectativa de desafogar o lado fiscal, podendo retomar os investimentos e recuperar o desempenho do mercado”, avalia.

O indicador de expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses também decresceu na comparação com março (60,7 pontos), em 6,8 pontos, registrando 53,9 pontos em abril. Apesar do recuo, as expectativas seguem otimistas pelo sétimo mês seguido. Vale ressaltar, entretanto, que o indicador aproximou-se da linha dos 50 pontos, sinalizando arrefecimento do otimismo dos construtores. O resultado foi 2,0 pontos superior ao de abril de 2018 e o mais elevado para o mês em seis anos.

 

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