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Cenário para a indústria da construção mineira segue favorável

A Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais de dezembro registrou queda da atividade e do número de empregados, como é usual para o mês. Entretanto, o recuo foi o menos intenso para dezembro nos últimos sete anos.

No quarto trimestre de 2019, os indicadores financeiros apresentaram melhor desempenho frente ao trimestre anterior e ao último trimestre de 2018. Todavia, ainda retrataram a insatisfação dos empresários em relação à margem de lucro operacional, à situação financeira e ao acesso ao mercado de crédito. Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos construtores, a elevada carga tributária foi a mais mencionada pelo segundo trimestre consecutivo.

Os empresários continuaram otimistas quanto ao nível de atividade, aos novos empreendimentos e serviços e ao número de empregados nos próximos seis meses. Além disso, as intenções de investimento subiram, atingindo o maior nível para janeiro em seis anos.

Desempenho da indústria da construção mineira

O índice de atividade da Construção recuou 3,4 pontos entre novembro (48,6 pontos) e dezembro (45,2 pontos), mostrando queda mais intensa da atividade. Contudo, o indicador cresceu 3,3 pontos em relação a dezembro de 2018 e atingiu o nível mais elevado para o mês em sete anos.

A atividade permaneceu inferior à habitual para o mês, ao ficar abaixo dos 50 pontos. No entanto, o índice de atividade em relação à usual aumentou 4,1 pontos na passagem de novembro (36,7 pontos) para dezembro (40,8 pontos), a segunda elevação consecutiva. O indicador também ficou acima do apurado em dezembro de 2018 (29,1 pontos), em expressivos 11,7 pontos.

O índice de evolução do número de empregados registrou 45,4 pontos em dezembro, apontando retração do emprego. O indicador caiu 2,8 pontos na comparação com novembro (48,2 pontos). Por outro lado, o índice avançou 5,3 pontos em relação a dezembro de 2018 (40,1 pontos) e foi o mais alto em sete anos.

Condições financeiras da indústria da construção mineira

Os indicadores financeiros são divulgados trimestralmente e medem a satisfação dos empresários da Construção com o lucro operacional, com a situação financeira e com as condições de acesso ao crédito. Valores abaixo de 50 pontos indicam insatisfação dos empresários do setor.

Lucro operacional e situação financeira

O índice de satisfação com a margem de lucro operacional avançou 4,9 pontos entre o terceiro trimestre (36,9 pontos) e o quarto trimestre de 2019 (41,8 pontos), mostrando menor insatisfação dos construtores com o lucro operacional de suas empresas. O indicador também cresceu, em 11,1 pontos, na comparação com o quarto trimestre de 2018 (30,7 pontos), e foi o mais elevado para o período em seis anos.

O índice de satisfação com a situação financeira aumentou 4,2 pontos no quarto trimestre de 2019 (46,9 pontos), em relação ao trimestre anterior (42,7 pontos). O resultado apontou empresários menos descontentes com a situação financeira de seus negócios. O índice cresceu 7,8 pontos na comparação com igual trimestre de 2018 (39,1 pontos) e foi o melhor desde o quarto trimestre de 2012 (54,6 pontos).

Acesso ao crédito

O índice que avalia as condições de acesso ao crédito marcou 42,9 pontos no quarto trimestre de 2019, acréscimo de 5,8 pontos frente ao terceiro trimestre (37,1 pontos). A melhora do índice sinaliza menor dificuldade de acesso ao crédito pelos construtores. O indicador cresceu expressivos 13,2 pontos na comparação com o último trimestre de 2018 (29,7 pontos) e foi o mais elevado para o período em seis anos.

Problemas enfrentados pela indústria da construção mineira

No quarto trimestre do ano, a elevada carga tributária permaneceu como o maior problema enfrentado pela Indústria da Construção, com 39,5% das assinalações. O item recebeu mais citações que na pesquisa anterior (36,4%), quando também ficou na primeira posição no ranking.

A demanda interna insuficiente recebeu 28,9% das marcações, passando da terceira posição, na pesquisa anterior, para a atual segunda colocação. A inadimplência dos clientes (23,7%) alcançou o terceiro lugar, subindo duas posições em relação ao trimestre anterior.

Expectativas da indústria da construção mineira

Os índices de expectativa demonstram a percepção dos empresários com relação à evolução do nível de atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do emprego para os próximos seis meses. Valores abaixo de 50 pontos indicam expectativas de queda.

Os construtores anteveem o avanço do nível de atividade nos próximos seis meses, com índice de 57,5 pontos em janeiro. O indicador segue acima de 50 pontos desde novembro de 2018. O índice cresceu 3,1 pontos na comparação com dezembro (54,4 pontos) e 0,7 ponto frente a janeiro de 2019 (56,8 pontos), e foi o maior para o mês em oito anos.

Os empresários da Construção também esperam expansão das compras de insumos e matérias-primas, conforme indicador de 56,7 pontos em janeiro. O índice aumentou 0,7 ponto em relação a dezembro (56,0 pontos) e 0,3 ponto na comparação com janeiro de 2019 (56,4 pontos), e foi o mais elevado para o mês em oito anos.

O indicador de novos empreendimentos e serviços registrou 54,8 pontos em janeiro, avanço de 1,2 ponto em relação a dezembro (53,6 pontos). O índice mostrou, pelo oitavo mês seguido, que os construtores esperam crescimento da oferta de novos empreendimentos e serviços nos próximos seis meses. Contudo, o indicador recuou 1,8 ponto frente a janeiro de 2019 (56,6 pontos).

O indicador de evolução do número de empregados registrou 55,4 pontos em janeiro, com pequena queda de 0,2 ponto na comparação com dezembro (55,6 pontos). O índice permanece há 14 meses acima de 50 pontos, sinalizando expectativa de aumento das contratações no curto prazo. O indicador recuou 0,9 ponto frente a janeiro de 2019 (56,3 pontos).

Intenção de investimento

O índice de intenção de investimento cresceu 2,4 pontos em janeiro, registrando 44,5 pontos. Na comparação com janeiro de 2019 (36,6 pontos), o indicador aumentou 7,9 pontos, e foi o melhor para o mês em seis anos.

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Saiba mais:

A Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais é elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).