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Canal de atendimento para reequilíbrio de contratos já está disponível no aplicativo da CBIC

Fonte: CBIC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) criou um canal de atendimento exclusivo para todas as empresas que enfrentam problemas com contratos ou pedidos de materiais, em função do prazo de entrega. O canal de intermediação sobre desabastecimento de materiais já está no ar e pode ser acessado exclusivamente pelo aplicativo da entidade, disponível para download na Apple Store e no Google Play. Não perca a oportunidade e baixe o seu!

O Quintas da CBIC desta semana (15) abordou o tema ‘Materiais: desabastecimento e reequilíbrio de contratos’onde especialistas explicaram como a entidade pode ajudar com essa demanda. A conversa foi ancorada pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, que destacou que o desabastecimento de materiais impactou de uma série de formas no setor da construção. “Os impactos vieram em todas as esferas, por isso realizamos uma pesquisa com a base para entender quais eram os efeitos reais dessa situação”, disse.

Martins explicou que a partir da pesquisa, foi enviada uma carta à Secretaria Especial da Concorrência para entender as origens do aumento, o que provocou uma série de reações dos players envolvidos. “Isso gerou um diálogo mais direto com as empresas, levando ao esclarecimento de muitos casos. E o canal servirá para ajudar aqueles que continuam com problemas, de forma que a gente possa intermediar e buscar as melhores soluções Além disso, como resultado das nossas medidas impedimos  mais aumentos e o tema entrou na pauta do governo e da mídia, dada a importância do assunto que está custando tão caro para o setor”, reforçou.

Dionyzio Klavdianos, presidente da comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC, lembrou que em um passado recente o setor nunca passou por uma situação parecida, de desabastecimento e aumento generalizado dos insumos, mas que com as medidas adotadas pela entidade o resultado a médio e longo prazo será muito benéfico para o setor. “Vamos ganhar muito no médio prazo por conta dessa união da cadeia encabeçada pela CBIC, onde uma série de ações foram tomadas e já com resultados efetivos. Em uma reunião com as siderúrgicas, por exemplo, elas disseram que estão tentando minimizar os danos o mais rápido possível e estão trabalhando em plena capacidade para retomar o estoque em um nível aceitável e que atenda as demandas da construção”, frisou.

Klavdianos abordou a questão das cooperativas, tema recorrente e que está na agenda prioritária da CBIC hoje. “Vamos replicar a bem sucedida experiência do Ceará com cooperativas de compras para todo Brasil, realizando o planejamento estratégico para atender o setor. Essa é uma questão da cadeia produtiva, as empresas podem utilizar o inesperado da ocorrência para se juntarem através das cooperativas de compras e sindicatos e transformarem a aquisição de materiais e serviços numa questão política a cargo do dono da construtora”, explicou.

O presidente da CBIC informou que em dezembro pretende lançar todas as bases para viabilizar cooperativas durante o 92º ENIC. “Nos propomos a organizar essa demanda juntando as empresas, o que pode ser feita de maneira regionalizada, ou no futuro, nacionalmente. Essa organização vai funcionar como poder de compra e atuação institucional, ou seja, vamos criar força para trabalhar na oferta de produtos e ter um mercado saudável”, afirmou Martins.

Para trazer uma experiência internacional sobre importação, Antonio Carlos Rosset, diretor comercial da Leeco Trading, empresa do setor de aço americano, apresentou um panorama da atuação da Leeco nos mercados externos. Segundo Rosset, a coordenação da CBIC é fundamental para o sucesso e efetividade dessa ação. “A CBIC coordenando tudo nacionalmente é essencial, pois ficaria impossível fazer essa importação sem a mobilização da entidade. Vejo aspectos positivos porque só a CBIC consegue mobilizar todas as associadas num objetivo comum”.

Questionado sobre quais seriam os entraves para viabilização do processo de importação, Rosset destacou dois pontos. “Os maiores entraves são montar a estrutura logística de trandings para viabilizar a importação dos produtos, e a questão da dolarização que é feita pelas indústrias brasileiras”, alertou.

Já Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da comissão de Infraestrutura (Coinfra), explicou qual caminho que as empresas devem seguir para o pleito do reequilíbrio de contratos. “A CBIC disponibilizou todo material jurídico para as empresas solicitarem o reequilíbrio econômico-financeiro em função do aumento dos materiais. Sabemos que vamos passar por uma avalanche de reequilíbrios no setor de obras públicas, por isso recomendamos que as empresas sigam esse material recomendado pela CBIC e que as entidades regionais assumam um papel de protagonismo para facilitar esse processo nos seus estados”, concluiu.

Quintas da CBIC

O ‘Quintas da CBIC’ é uma série especial de webinars e recebe convidados diferentes a cada quinta-feira, para tratar sobre assuntos de interesse da indústria da construção.

O evento tem interface com os projetos ‘Melhoria da Competitividade e da Segurança Jurídica para Ampliação de Mercado na Infraestrutura’, da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) e da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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