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19/02/2015

Custo da Construção em Belo Horizonte tem alta de 3,63% em janeiro

O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² - projeto-padrão R8N) registrou alta de 3,63% na comparação de janeiro de 2015 em relação a dezembro de 2014. O cálculo foi elaborado pela Assessoria Econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). Pesou no indicador o aumento de 6,74% do custo da mão de obra, enquanto o do material registrou alta de 0,17% e o das despesas administrativas subiu 1,57%.

“A Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015 com os aumentos dos pisos salariais dos trabalhadores da Construção Civil em Belo Horizonte foi assinada no final do mês de dezembro/2014. Portanto, o mês de janeiro refletiu o aumento que aconteceu no custo da mão de obra em função dessa nova Convenção. Por outro lado, o custo com materiais de construção apresentou alta mais moderada, de 0,17%, ficando 0,07 ponto percentual menor do que a variação registrada no mês de dezembro, que foi de 0,24%”, pondera o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti.

Os materiais de construção que apresentaram os maiores percentuais de aumentos em seus preços no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro de 2015 foram o tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm (25,25%), a bacia sanitária branca com caixa acoplada (21,14%) e o fio de cobre antichama 2,5mm² (10,61%).

O custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos), que em dezembro era de R$1.113,17, passou para R$1.153,53 em janeiro.

CUB desonerado

Em janeiro, a variação do CUB/m² desonerado foi de 3,41%. Nesse cálculo, o custo dos materiais subiu 0,17% e o custo da mão de obra registrou alta de 6,71%.

A metodologia de cálculo entre os dois CUBs é a mesma. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho), totalizam 185,78%. Já no CUB/m² desonerado, esses encargos são de 152,08%.

Assessoria de Comunicação do Sinduscon-MG
Jornalistas: Néllie Branco e Bruno Carvalho
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