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Aumento respinga na casa própria

Geórgea Choucair Eventual aumento na remuneração do FGTS teria de estar acompanhado de reajuste nas prestações da casa própria. Segundo a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, não se pode pensar em alteração de regras de remuneração do FGTS por conta de questões conjunturais, como o aumento da inflação. Segundo a Caixa, com a correção atual do fundo, é possível fazer empréstimos para população de baixa renda comprar a casa própria com juros de 5% ou 5,5% ao ano, mais TR – tarifas subsidiadas. Se o rendimento do FGTS subir para 5% ao ano mais TR, por exemplo, os juros para a compra da casa própria podem passar para 8,5% ao ano. “A aplicação dos recursos do FGTS tem um forte compromisso social. A remuneração das contas vinculadas é estabelecida em lei, de forma a permitir e garantir ao sistema a produção de moradias para os trabalhadores de baixa renda, investimento em saneamento ambiental e infra-estrutura.” Nota da Caixa informa que, apesar da apreensão que a elevação da inflação causa, indicadores já apontam para arrefecimento. O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro) reconhece que dois lados devem ser analisados no debate sobre a correção do FGTS. “Se a correção maior traz ganhos para o trabalhador, pode prejudicar a prestação da casa própria. Está certo que estamos com estimativa de inflação acima de 6% para este ano, enquanto o rendimento do fundo é de 3%. Mas a construção civil aqueceu a economia do país. É preciso ficar atento aos juros cobrados no financiamento imobiliário. É uma questão polêmica”, afirma.

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