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Aumento no custo com materiais foi o maior dos últimos 18 anos

Fonte: CBIC

O custo com materiais e equipamentos apresentou elevação de 3,08% em setembro, a maior desde dezembro de 2002 (3,63%), ou seja, dos últimos 18 anos. É o que revela o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aumentou 1,16% em setembro em relação ao mês anterior e acumulou alta de 4,87% nos primeiros nove meses de 2020 e 5,32% em 12 meses. Já o custo com a mão de obra medido pelo INCC-DI ficou estável.

“O centro da meta inflacionária para 2020 é de 4%, o que reforça o quanto o aumento do custo com materiais foi expressivo em setembro”, ressalta a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos.

Nos últimos quatro meses, a construção tem sofrido com as altas elevadas em seus insumos, e que são confirmadas nos resultados do INCC-Materiais e Equipamentos, que é um dos grupos componentes do INCC-DI. De janeiro a maio esse indicador aumentou 2,75%, enquanto no período de junho a setembro o incremento verificado foi de 6,99%.

Assim, no acumulado de janeiro a setembro, o custo com materiais e equipamentos apresentou alta de 9,93%.

“Passados 26 anos do Plano Real (julho/1994), o setor vivencia aumentos exagerados de preços dos seus insumos básicos. Cabe destacar que a construção manteve suas atividades, mesmo durante o auge da pandemia provocada pelo novo coronavírus, contribuindo para a geração de emprego e renda na economia”, salienta a economista, ressaltando, entretanto, que os aumentos expressivos dos materiais podem prejudicar o andamento das obras e, consequentemente, o desempenho do setor.

No dia 14 de setembro, a CBIC entregou à Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia documento com evidências sobre abusos no aumento do preço de materiais de construção durante a pandemia. O material demonstra causas e consequências para os aumentos e para o desabastecimento de materiais de construção, além de apresentar propostas para mitigar os seus efeitos na economia nacional.

Veja íntegra de análise sobre o assunto no Informativo Econômico da CBIC.

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