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Aluguel residencial em BH sobe 1,92% em setembro

Ana Paula Lima Repórter Morar de aluguel na capital mineira ficou 1,92% mais caro em setembro. Principalmente para quem vive em apartamentos do tipo popular – o valor pago pelos inquilinos que fecharam contrato no mês passado subiu, em média, 2,87% em relação a agosto. O índice, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), é quase 15 vezes superior à inflação (IPCA) no período: 0,13%. Nos últimos 12 meses, o aluguel residencial encareceu 14,05% em BH, e o comercial, que cresceu 2,11% em setembro, acumulou alta de 12,09%. Quem alugou um apartamento popular de dois quartos desembolsou, em média, R$ 397,78 em setembro. No padrão intermediário, o custo ficou em R$ 506,54. Os imóveis mais valorizados estão na Região Centro-Sul, onde o aluguel médio de um apartamento é de R$ 1.585,68. Em seguida, vem a Região Oeste (R$ 1.070,55). Entre as casas alugadas para fins residenciais, o aluguel varia de R$ 788,18, na região Leste, a R$ 4.646,30, na Centro-Sul. A pesquisa também mostrou que a oferta de imóvel residencial subiu 11,58% na capital, depois de seis meses sem grandes variações. A exceção ficou por conta dos barracões, que sumiram do mercado – apenas 53 unidades deste tipo estavam à espera de inquilinos em setembro, uma queda de 11,67%. Já o número de apartamentos disponíveis passou de 682, em agosto, para 784 (+14,96%), a maior desde outubro de 2007. Para o presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, Kênio de Souza Pereira, a maior oferta está ligada a investidores que voltaram a acreditar na rentabilidade do mercado imobiliário. «São apartamentos comprados há dois anos, mas que ficaram prontos agora». Mas isto a quantidade de novas unidades não deve fazer o aluguel cair. «O mercado está recuperando valores defasados entre 1998 e 2004», diz Kênio, também diretor da Caixa Imobiliária/Netimóveis. Já para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Minas Gerais (Sinduscon-MG), Walter Bernardes de Carvalho, a crise internacional não vai frear os investimentos no setor. «Os bancos estão mais rigorosos para dar crédito às construtoras, mas a grande maioria delas tem dinheiro próprio para novas obras».

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