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Aço pressiona custo da construção civil

Cássia Eponine Repórter O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m2) registrou, em setembro, alta de 0,81% em comparação a agosto. Dos quatro grupos que compõem o indicador, o de materiais foi o único que aumentou (1,69%), enquanto a mão-de-obra e aluguel de equipamentos permaneceram estáveis. As despesas administrativas registraram queda de 1,28%. Com a variação, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte para o projeto-padrão de uma residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos e três quartos, que em agosto era R$ 783,59, passou para R$ 789,96 no mês passado. O aço foi o principal vilão do mês, com alta de 6,01%. No ano, o acumulado das altas do produto chega a 57,01%. Segundo o coordenador da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), economista Daniel Furletti, o material tem sido o principal vilão dos custos da construção. Em setembro, o incremento observado no custo com material foi de 1,69%, inferior à variação registrada em agosto, de 2,96%. «Apesar da sinalização positiva de menor incremento nos preços dos materiais, não podemos deixar de destacar que esta foi a quinta alta consecutiva, acima de 1,5%, registrada neste tipo de custo», destacou Furletti, afirmando que a alta do aço, em especial, preocupa o setor. O aço representa, em média, entre 7% e 9% do custo da construção. Em setembro, além do aço, outros materiais também se destacaram em função do incremento dos preços: telha fibrocimento ondulada 6mm 2,44 x 1,10m (+15,93%), porta interna semi-oca para pintura (+7,37%), chapa de compensado plastificado 18mm (+5,43%) e brita (+4,12%). De janeiro a setembro, o CUB/mý aumentou 9,16%, enquanto o custo com material registrou alta de 14,10% e o gasto com a mão-de-obra cresceu 3,91%. Para Furletti, não há como prever como a crise financeira internacional impactará nos preços dos materiais de construção. «Não dá para falar em tendência, porque não há justificativa para um aumento de 60% no preço do aço. Em tese, a expectativa é de queda de commodities, mas é difícil prever o comportamento dos preços», avalia. Procurado pela reportagem, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), informou que não acompanha ou comenta preços. Gerdau, Usiminas e Arcelor Mittal não comentaram as altas.

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